Ventos de Doutrinas - Mensagem Pastoral
VENTOS DE DOUTRINAS
Ventos
de doutrina não são
verdades. São pensamentos humanos ditados
pela sede de poder, por
emoções mal direcionadas, por
falta de conhecimento bíblico ou por distorções das doutrinas bíblicas. Jesus diz aos saduceus; "Errais não conhecendo as Escrituras nem
o poder de Deus" (Mt 22.29). Muitas pessoas querem deter e controlar o poder
de Deus sem conhecer ou
interpretando mal as Escrituras. Também
será impossível conhecer as escrituras Sagradas do Cristianismo, sem que haja a
iluminação do Espirito Santo na vida do ser humano. Essa iluminação vem através
da fé (Sem fé e impossível agradar a Deus)
– Ora, sem fé é
impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus
creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam. Hebreus 11:6 Havendo Fé, a pessoa
reconhece seu estado de pecaminosidade, entende sua fraqueza espiritual e
aceita o Sacrifício Vicário de Jesus Cristo “o que faz
as vezes de outro” ou “o que substitui outra ou pessoa)”. Aceitando-o com
Único Mediador, Salvador e Senhor. Existem muitas regras de interpretação das
escrituras como: Exegese, Hermenêutica, Técnicas de Letramento e Mentalizações,
Imersão de Conteúdos Programáticos e outras inventivas humanas (Vede, isto tão
somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções. Eclesiastes 7:29 ARC. A tudo isso chamo
de conhecimento intelectual, esse conhecimento é útil, mas não leva o ser
humano a conhecer a DEUS. É preciso saber a diferença entre Conhecimento,
Ciência e Sabedoria. O que
Jesus está dizendo é que não é possível conhecer o poder de Deus sem conhecer as Escrituras.
Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a
alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a
terra. Oséias 6:3
Para você, o que é conhecer a DEUS? - Qual é a sua experiência de relacionamento com Deus? O que você leu até agora, tem algo que faz sentido para você? - Como se aplica o texto acima em sua vida?
Os ventos que ameaçam a igreja de Jesus nos dias de hoje não são os ventos da intolerância e
da perseguição de fora, mas são ventos de doutrinas, modismos que surgem dentro das
próprias igrejas, com aparência de poder espiritual, impressionam os incautos e deixam atrás de si um rastro de frustração e desencanto. As igrejas que não estiverem bem alicerçadas na Palavra
de Deus fatalmente vão "cirandar"
no redemoinho das heresias e
vão perder a força da mensagem de
salvação, ainda que atraiam multidões com o seu "merchandising" que promete prosperidade, saúde
corporal, dentes de ouro, solução de problemas.
A Bíblia nos dá a base de sustentação da
fé para resistirmos aos ventos de
doutrinas que sopram. Os ventos de
fora e os de dentro.
O chamado Movimento Moderno de
Avivamento traz consigo
ventos de doutrinas. Parece um
avivamento, está seduzindo
muitos crentes sem base bíblica, impressiona, causa espanto, atrai multidões,
divide igrejas e denominações, mas é mais um "vento de
doutrina". A igreja é dividida
em grupos de pessoas, que participam de um retiro espiritual chamado "encontro tremendo"
Imersão” Submersão, etc. Esses
encontros são secretos e os
participantes são proibidos de comentar o que lá se passa, temos
vários depoimentos de pessoas que
deles participaram, levadas pela sua boa fé, mas que saíram chocadas, perturbadas e
até revoltadas. Nesses
encontros acontecem coisas tais
como regressão, queda no
poder, cola do Espírito, desligamento (quebra de maldição
congênita), cura interior (expulsão de demônios) etc. Alguns desses
fenômenos estão acontecendo também com igrejas não diretamente envolvidas nesses movimentos, razão por que achamos oportunos
estes esclarecimentos, para que o
povo de Deus não se deixe
enganar.
Regressão Mental é um recurso que alguns psicanalistas usam para ajudar seus clientes a se lembrarem de fatos
acontecidos na infância e que podem resultar em traumas e perturbações
emocionais ou mentais. No "encontro tremendo", pessoas sem qualquer
capacitação profissional induzem os participantes a tirarem do baú da memória
os fatos que possam explicar suas fraquezas e tentações atuais. As pessoas são
induzidas a acreditar que os seus problemas atuais são causados por traumas
sofridos na mocidade, na infância e até mesmo durante a gestação, e que é
preciso "desligar" esses fatos da memória para ter paz e
prosperidade.
Os
pecados cometidos pelo participante na sua infância e adolescência também devem
ser lembrados, para serem "desligados". Acreditam ainda que palavras
de blasfêmia ou de invocação satânica proferidas por pais, avós, podem estar
causando problemas e que é preciso "libertar-se" dessas amarras, é
preciso "queimar" esses laços malignos com o "fogo do céu".
Analistas
idôneos comparam essas práticas a uma verdadeira lavagem cerebral, dizendo
tratar-se de uma sugestão psicoemocional com o uso de técnicas de persuasão
capazes de induzir pessoas na razão direta da sua imaturidade e desequilíbrios
emocionais.
Os
resultados desses expurgos emocionais são também diretamente proporcionais aos
problemas de culpa não resolvidos. Ou seja, crentes que cometeram pecado e não
buscaram ou não aceitaram o perdão de Deus, deixam-se envolver por experiências
emocionais, como uma forma de autopunição ou auto justificação, muitas vezes
satanizando seus problemas espirituais (atribuindo tudo ao "inimigo")
para não terem que confessar o pecado a Deus e nem praticar a devida reparação.
Até mesmo pastores que fracassaram moralmente deixam-se cair nesse expediente.
Passam por uma experiência emocional de auto justificação e depois ficam
achando e pregando que todos devem ter a mesma experiência.Como se todos os
crentes fossem tão fracos, culpados e impenitentes como eles eram antes de
passar por um banho de emoção.
Se
não houver um arrependimento sincero
(e em muitos casos não há), que implica em mudança de vida, pela purificação no
sangue de Jesus, as quedas morais continuam se sucedendo.
Sobre
"regressão", leia João
3.4-6. Nicodemos pergunta: "Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode
porventura voltar (regredir) ao ventre materno e nascer outra vez?"
Preste atenção à resposta de Jesus: "O que é nascido da carne, é
carne; o que é nascido do Espírito, é espírito." São duas naturezas
diferentes. Os que nasceram do Espírito não estão mais sujeitos ao poder da
carne, pois como entende Paulo, já "crucificaram a carne com suas paixões
e concupiscências" (G1 5.24). "Mas agora, libertos
do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para
santificação, e por fim a vida eterna." (Rm 6.22). A perfeição,
a libertação total só se dará na eternidade, mas enquanto estamos nessa vida
devemos buscar a nossa santificação, sabendo que o maligno não tem poder para
nos possuir ou sequer tocar (1Jo 5.18). No livro O que está por trás do G12,
diz Paulo César Lima: "Ao contrário do que estão apregoando os adeptos da
cura interior (ou libertação interior) instantânea, ela acontece ao longo da
vida cristã, e não como efeito mágico milagroso através de uma simples
oração".
A
seguir, esse autor relata como as falsas expectativas de cura interior mediante
uma "oração poderosa" resultaram em traumas e frustrações que, como
temos visto, acabam em desânimo espiritual. Leia ainda Gálatas 4.8,9:
"Outrora, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que, por natureza,
por experiência emocional de auto justificação a outros deuses; agora,
porém, que já conheceis Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus,
como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de
novo quereis servir?" Como voltar ao domínio da lei, se já estais sob
a égide da graça? Leia atentamente o que Paulo diz em Efésios 4.20-24:
"Mas vós não aprendeste assim a Cristo, se é que o ouvistes e nele
fostes instruídos, conforme está a verdade em Jesus, a despojar-vos
quanto ao procedimento anterior, do velho homem que se
corrompe pelas concupiscências do engano, a vos renovar no Espírito da vossa
mente; e a vestir-vos do novo homem que, segundo Deus, foi criado em
justiça e santidade".
O
novo homem que você é foi criado por Deus em verdadeira justiça e santidade. Se
você nasceu de novo, você está em Cristo, você é uma nova criatura. "As
coisas velhas já passaram" (2Co 5.17). Que coisas velhas? Todas!
Maldição hereditária, pecados anteriores, compromissos com Satanás assumidos
por seus antepassados, palavras indevidamente pronunciadas, TUDO! "Passaram"
quer dizer que não existem mais, não têm mais vigência, não têm mais poder.
"Tudo se fez novo". Vida nova, tudo novo! Estais
libertos por Cristo, pela graça, por que haveríeis de vos colocar novamente sob
o jugo da servidão?
Muito
já se tem escrito sobre quebra de maldição hereditária. A Bíblia nos diz com
toda a clareza que "o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai
levará a iniquidade do filho" (Ezequiel 18.20). Gálatas 3.13
afirma que "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição
por nós". Ora, se Jesus, no calvário, nos resgatou da maldição da lei,
que outra maldição pode pesar sobre nós? Em Colossenses 2.13-15 lemos:
"quando estáveis mortos em vossos delitos da vossa carne, Cristo vos
vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo
riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças,
o qual nos era contrário, removeu-o do meio de
nós, cravando-o na cruz; e tendo despojado os principados e
potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz".
Leia Romanos 8.1: "Agora, pois, nenhuma condenação há para os que
estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne mas segundo o
Espírito".
Acreditar
que um salvo pode ser possuído por espíritos malignos ou que maldições e blasfêmias
do passado ou de antepassados possam ter efeito sobre a vida de um salvo, é
anular o efeito da cruz de Cristo, é "pisar o Filho de Deus, é ter por
profano o sangue do pacto com que ele foi santificado e ultrajar
ao Espírito da graça" (Hebreus 10.29). Pois foi justamente para nos
livrar da maldição de todo o pecado que Cristo derramou seu sangue na
cruz.
Eu sou psicólogo e prefiro que as pessoas tenham uma saída para suas vidas, resolvendo os seus traumas, buscando soluções conscientes. Os remédio e os transes que provocam algumas mudanças nas pessoas, também podem provocar reações adversas e até lesões neuropsiquiátricas.
Sobre quedas no poder, são várias as
modalidades: queda no Espírito ou no poder, em que as pessoas
emocionalmente fragilizadas ou com a consciência perturbada por problemas de
culpa não solucionados são induzidas a cair ao chão sob o "toque" do profeta (ou profetiza) na testa, peito ou ombro, permanecendo desacordadas por
alguns instantes; sopro de poder, onde o pregador sopra sobre algumas pessoas e
algumas caem ao chão, considerando-se isso como bênção espiritual. Absurdo que
só pode ser resultado de manipulação emocional, jamais de atuação do Espírito
Santo que, sendo o "sopro sagrado", ergue, dá vida, desperta, nunca
derruba a ninguém. Ainda há a cola do Espírito: Pessoas caem e ficam de costas
no solo por longo tempo, às vezes por mais de uma hora, sem conseguirem se
desgrudar do chão. Enquanto estão no chão, as pessoas ficam desacordadas, ou
choram e riem estrepitosamente, falam "línguas",
"profetizam", cantarolam, gemem, urram como animais.
O paletó com poder: Hoje há os
evangelistas que jogam o paletó sobre as pessoas para derrubá-las e o mais
espantoso é que as pessoas, de fato, caem ao chão. Eliseu segurou o manto
de Elias para invocar o poder de Deus para que as águas do Jordão se
abrissem. O poder não estava no manto do profeta, mas em Deus.
Tanto é verdade que Eliseu clamou, não pelo poder do manto nem pelo
poder de Elias, mas pelo Deus de Elias (2Reis 2.14).
As pessoas
que se prostraram diante de Deus, inclusive diante de Jesus, não foram
derrubadas por Deus, mas movidas pelo seu próprio sentimento de reverência. O
que o Espírito de Deus faz é levantar as pessoas prostradas, como você pode ler
em Ezequiel: "Vendo isso, caí com o rosto em terra" (1.28);
depois, no capítulo 3, lemos: "Então o Espírito me levantou"
(12,14); "Então entrou em mim o Espírito e me pôs em pé" (v.24).
Em
Jerusalém, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu, manifestou-se, mas
ninguém caiu no chão. Em Cesaréia, Cornélio se prostrou diante de Pedro levado
por seu próprio sentimento, mas Pedro, pelo Espírito, o ergueu. No caminho de
Damasco, Saulo caiu por terra (não foi derrubado) mas Jesus lhe aparece e lhe
diz: "Levanta-te" (At 9.6).
Cair
é do homem, da carne. Soerguer é do Espírito Santo! É curioso o fato de que as
pessoas que se prostraram com o rosto em terra, curvaram-se para frente, mas as
que hoje são derrubadas pelo fenômeno queda do poder caem para trás, tendo que
ser amparadas. O poder de fazer as pessoas caírem não é poder do Espírito de
Deus, mas poder de manipulação carnal. Ninguém precisa cair ao chão para ser
abençoado.
Muitos obreiros tem usado o artificio do hipnotismo, para levarem pessoas ao transe e fazê-las entender como sendo algo divino. Uma experiência diferenciada com Deus. Isso é lesar a fé das pessoas.
Demonização: Pregadores, evangelistas,
profetas que arrogam a si uma revelação especial de Deus, e começam a praticar
coisas que a Bíblia não ensina, têm o costume pela evidente falta de argumentos
bíblicos, dizer que quem não concorda com eles é do diabo. Foi isso exatamente
o que os fariseus fizeram quando blasfemaram atribuindo a Belzebu a autoridade de
Jesus. Não estranhe, pois, se lhes disserem que essas advertências bíblicas feitas
com amor, não vêm de Deus. Pregadores tomados pela síndrome de Santidade veem o
diabo por toda parte. Em certa igreja batista, um pastor "renovado" enxergou
um demônio pendurado no prego no batente da porta. Outro pregador fez um
tremendo barulho para expulsar do templo um prosaico vira-latas que ele cismou
estar possuído pelo demônio para perturbar o culto. A artimanha já é bem
conhecida: atiça-se o pavor do diabo a fim de exibir o poder de
derrotá-lo.
Aproveitando-se da fraqueza psicológica das pessoas muitos usam a indução de visão mental, para fazerem acreditar que tudo é obra do demônio.
Palavra de poder: Nossas palavras têm o
poder daquilo que significam, nada mais. Atribuir às palavras humanas um poder
sobrenatural para abençoar ou amaldiçoar é pretender dar à palavra do homem o
poder que só a palavra de Deus possui. A palavra certa, no tempo certo, pode
ser uma bênção, pode mudar uma vida, não por causa da palavra, mas pelas ações
e atitudes que dela resultarem. Essa ideia de poder mágico da palavra é coisa
de bruxaria, muito presente nos filmes infantis da televisão. O poder da oração
também não está na palavra de quem ora, mas no Deus que responde à
oração.
Cumpre
dizer ainda que o chamado Movimento Neopentecostal nada tem a ver com a
"igreja em células", método algumas igrejas estão usando para
envolver, treinar e agrupar os seus membros para edificação espiritual, estudo
bíblico e evangelização. "Ventos de doutrina", porém, continuam
soprando como os redemoinhos sem direção.
Tenho visto muitos obreiros e membros diversos das igrejas, apostando no Poder do Pensamento Positivo. Usam a Imposição de Mãos... Palavras de Ordem... E imposição física e mental, para atingirem objetivos não autorizados na Palavra de DEUS.
Esta persuasão não vem daquele que vos chamou. - Gálatas 5:8
O Apóstolo Paulo fala: Eu poderia com todo meu conhecimento usar de persuasão, mas prefiro usar a simplicidade e o Poder da palavra de Deus.
Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Romanos 1:16
Firme-se com Cristo, a Rocha dos Séculos, e não se deixe levar por ideias estranhas à Bíblia, por mais atraentes que possam parecer. E façamos a oração de Habacuque: "Aviva, Senhor, a tua obra". (Hb 3.2).
Para você, o que é conhecer a DEUS? - Qual é a sua experiência de relacionamento com Deus? O que você leu até agora, tem algo que faz sentido para você? - Como se aplica o texto acima em sua vida?
Que
Deus os Abençoe.
Pastor Jakson de Souza Bragança - YouTube
No Espaço Abaixo
“COMENTÁRIO” Gostaríamos de receber sugestões para fazer o melhor pelo Reino de Deus.
.png)

Comentários
Postar um comentário