O Escudo da Fé
Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Efésios 6.16
Vamos primeiro ver o que o texto diz, e depois o que significa: isto é, que quer «dizer».
De quais cousas fala o texto? De escudo, fé, dardos e maligno. A palavra que nomeia uma «cousa" é chamada um nome ou substantivo.
Quem estuda gramática sabe que as cousas que os substantivos nomeiam às vezes têm peso e medida, como mesa, livro, casa, escudo, etc. e então seus nomes são substantivos concretos.
Outras vezes não têm nem peso, nem medida, como gozo, escuridão, fé: e então seus nomes são substantivos abstratos. Podemos notar quais são os substantivos concretos e abstratos no texto.
Às vezes uma qualidade vai ligada com o nome, como menino pequeno, homem bom, dardo inflamado. A palavra que liga uma qualidade com o nome é chamada um adjetivo.
Há duas palavras no nosso texto que falam de ações. Quais são? «Tomar» e «Apagar». Estas palavras são «verbos». Que se nos manda fazer o texto lido?
«Tomar o escudo da fé.» Para que deve servir esse escudo? Para apagar os dardos do maligno.
Agora que temos verificado o que o texto diz, vamos pensar no que significa. É uma figura militar, e considera o crente como um soldado, enfrentando um inimigo. Vamos considerar pois:
1) Qual o inimigo da nossa vida espiritual?
O inimigo é o «maligno» geralmente chamado Satanás ou o diabo. Não podemos vê-lo nem falar com ele; mas podemos vermos alguns servos dele e sofrer seus assaltos. As armas que o «maligno» usa são chamadas «dardos inflamados" porque doem, não em nossos corpos, mas em nossos espíritos. Podemos contar entre esses dardos inflamados a mentira, a mofa, ensinos falsos, etc.
2) Qual o recurso da nossa vida espiritual?
O recurso é o escudo da fé» com que o guerreiro cristão se defende contra o inimigo. Vamos ver se podemos entender primeiro a figura de um «escudo» e depois a sua aplicação a nós mesmos.
Antigamente os soldados usavam um escudo de couro ou me- tal, amarrado ao braço esquerdo, para se defenderem das setas do inimigo, enquanto batalhavam com espada ou lança na mão direita.
Por isso o apóstolo Paulo emprega essa bem conhecida figura para ilustrar a defesa do cristão contra seus inimigos espirituais. E nós queremos entender o que é essa fé de que ele fala, e como pode ser um «escudo» para nós.
A fé de alguém é o que ele sabe de Deus, e se nós temos aprendido que Deus é nosso Amigo, nosso Salvador, nosso Mestre, nosso Protetor, e muito mais, este conhecimento, esta fé, será nosso «escudo quando o inimigo, o maligno ou os servos dele, nos assalta, querendo prejudicar nossa vida espiritual.
3) Qual o resultado de valer-nos desse recurso?
Qual o resultado de valer-nos do escudo da fé? Podemos contar vários resultados:
- A derrota do inimigo; uma vida mais abundante; mais conhecimento de Deus; mais coragem para o futuro conflito; mais convicção que, embora o inimigo seja poderoso, Deus é «Todo-poderoso».
Prof. Jakson Souza Bragança
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