Débora e Baraque
Débora e Baraque
Juízes 4-4-16
Deus é o protetor do Seu povo.
Que haja governo é geralmente admitido como uma necessidade para um povo civilizado, a fim de corrigir o egoismo (que considera apenas o próprio interesse) e implantar o altruísmo que procura o bem geral de todos.
Podemos considerar três tipos de governo no mundo: democracia, ou governo pelo povo; autocracia, ou governo por um ditador; teocracia, ou governo por Deus.
O ideal no livro de Juízes é a teocracia, o juiz sendo o servo de Deus para fazer a vontade dEle.
Os juízes em Israel, na medida em que obedeceram à direção divina, foram libertadores do povo da mão opressora dos seus inimigos.
Hoje podemos ver serviços análogos, em sentido espiritual, no préstimo dos pregadores e anciãos nas igrejas. Podemos usar as divisões seguintes:
1. O povo oprimido. Notemos que:
a) O povo sofria da consequência dos seus pecados (4.1-2). Que pecado traz o sofrimento é uma lição que cada um costuma verificar por experiência própria. Cada ouvinte pode dizer se já verificou isso qual era seu pecado e qual a sua consequência.
b) Nem sempre podemos desfazer as consequências desagradáveis do mal. O povo tinha caído na escravidão aos cananitas, e não soube como se livrar. Muitas vezes o pecador lamenta as consequências do seu desvio, mas não sabe livrar-se.
c) Deus conhecia e considerava o caso, e instruindo Seu povo como havia de proceder. Nunca devemos esquecer que Deus é nosso suficiente recurso, mesmo para as consequências dos nossos erros.
2. O povo libertado. Em nossos tempos vemos povos inteiros subjugados pela vontade de um só homem. Assim também podemos ver muitos milhares libertados por um só! Neste caso contado no cap. 4 de Juízes, vemos uma mulher e um homem como instrumentos nas mãos de Deus para a salvação do Seu povo.
a) Os chefes Débora e Baraque. Parece nos indicar muita de-cadência em Israel quando Deus precisava chamar uma mulher para julgar e libertar Seu povo. Pode haver casos semelhantes hoje que provam os recursos divinos e a incompetência humana.
b) Os companheiros: as diferentes tribos em firael, alguns dis-postos para a guerra e outros medrosos ou indolentes (5.14-23).
c) O poder de Deus agindo (4.15) sendo isso a parte mais essencial.
3. As lições para nós. Nosso conflito não é contra os cananitas, mas contra inimigos espirituais (Ef612) que querem privar-nos de entrar na nossa herança divina.
Nosso capitão não é uma mulher nem tão pouco a Virgem Maria, mas Jesus Cristo, e obedecendo Seu mandado, a vitória é certa.
Nossos companheiros, cuja cooperação é necessária para haver vitória, podem ser todas as nossas faculdades físicas, intelectuais e espirituais, todas submissas ao mandato no capitão, e contribuindo para o mesmo fim vitorioso.
Poder de Deus em Cristo, está à nossa disposição, e na medida que dependemos dele vencemos o poder inimigo.
Conclusão. Entre os ouvintes quem tem experiência de conflito na sua vida cristã? Quem tem sido encorajado por algum libertador espiritual? Quem tem andado são perto de Deus que tem aprovado Seu poder salvador.
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